Henrique Dias era escravo e fora alforriado devido a serviços militares e arregimentou, em 1633, uma unidade composta por Minas, Ardas, Angolas e Crioulos.
Após confrontos, o Capitão Henrique Dias foi condecorado com a Cruz da Ordem de Cristo, uma das mais prestigiosas comendas do Império Português. O título de "governador dos crioulos, negros e mulatos" foi confirmado por Carta-patente do Conde da Torre, em 4 de setembro de 1639. Também foi concedido o direito de receber mensalmente o soldo de 40 cruzados, além de receber a patente de Mestre-de-Campo.
Em 1644, foi indicado por Dom João IV para lutar em Angola, como comandante geral de toda a "Guerra Preta" que utilizava tropas africanas pelo exército português. O exército comandado por Henrique Dias era formado por muitos escravos vindos do Brasil, integrados ao exército em Angola.
Após a guerra de Angola, o Capitão Henrique Dias solicitou a alforria dos soldados e oficiais escravos que lutaram ao seu lado, sendo prontamente atendido.
Assim as ações desenvolvidas por Henrique Dias e sua tropa abriam caminho para a construção do mito de Henrique Dias. A partir de então diversos corpos militares compostos por negros passariam a ser denominados Henriques.