
Os corpos militares formados por negros e mestiços estavam inseridos em uma complexa organização. O emprego dos corpos militares integrados seriam feitos em dois casos.
1. Políticas da Ordem (pacificação de movimentos envolvendo potentados locais, embates com quilombolas e índios).
2. Defesa de fronteiras contra inimigos externos (franceses, neerlandeses e espanhóis).
Na segunda metade do século XVIII teria coexistido, em terras portuguesas, duas dimensões do entendimento da sociedade e do poder: a corporativista e a voluntarista.
A denominação corpo militar se aplicava à reunião da gente de guerra, independentemente da arma (infantaria, cavalaria, dragões ou artilharia) a que pertencia. Este termo não se restringia somente às tropas regulares e pagas, se estendia às auxiliares, ordenanças, pedestres e aos homens-do-mato e de assalto. As relações estabelecidas no interior destes corpos pressupunham a ideia de um funcionamento integrado das partes envolvidas.
O rompimento da ordem estabelecida era encarado como uma enfermidade.
Na reorganização militar empreendida na capitania de São Paulo em meados de 1765 - 1775, para maior incentivo à adesão dos habitantes aos corpos auxiliares em formação, caberia ao próprio governador e capitão-general intitular-se coronel de um dos regimentos, que seria conhecido por "Regimento do General". As companhias dos regimentos auxiliares seriam designadas pelos nomes de seus respectivos comandantes.